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O Globo: Brasil bate recorde com mais de meio milhão de professores formados à distância em cinco anos

Em: 01 Dezembro 2020 | Fonte: O Globo

Em 2019, pela primeira vez na História, houve mais educadores terminando seus cursos na modalidade não-presencial do que fisicamente em salas de aulas

O Brasil formou, entre 2015 e 2019, mais de meio milhão de educadores em cursos à distância, um recorde. No ano passado, pela primeira vez na História, houve mais pedagogos e professores terminando seus cursos na modalidade não-presencial do que fisicamente em salas de aulas.

Nesses cinco anos, foram 1,2 milhão de educadores formados no país. Desses, 533 (42%) mil estudaram à distância. Já em 2019, dos 254 mil que completaram os cursos de pedagogia e licenciaturas, 133 mil (56%) tiveram as aulas de forma não-presencial.

— Essa seria uma ótima notícia, especialmente em tempos de pandemia, mas essa área é dominada por universidades privadas que, sem regulamentação necessária, têm oferecido cursos de baixíssima qualidade — afirmou Carlos Eduardo Bielschowsky, ex-Secretário de Educação a Distância do Ministério de Educação.

A educação superior brasileira é majoritariamente operada pelo setor privado, que possui cerca de 75% das matrículas no país. Já a formação de professores e pedagogos à distância é ainda mais concentrada em universidades particulares. Elas foram responsáveis por 90% dos 533 mil formandos dos últimos cinco anos.

A formação à distância tem seus desafios. Vanessa dos Anjos, que cursa o 6º período de Pedagogia da Centro universitário Augusto Motta (Unisuam), está satisfeita com seu curso, mas diz que teve problemas de comunicação.

Às vezes, o professor demora muito a dar a resposta da sua dúvida e fica uma coisa fria. Você e o computador. Mas isso tem melhorado com mais tutores — diz a morador de Realengo, no Rio.

Já Gabrielle Brito, de 26, aluna da Universidade Cruzeiro do Sul, diz que a educação à distância (EaD) ainda sofre com preconceito.

— Mas tenho certeza que a minha experiência a distância como aluna me faz ver melhor o que funciona e o que não funciona tão bem num momento como esse de ensino à distância — avalia. — E cada vez mais essa modalidade será usada. O ensino básico pode ter algumas aulas implantadas e desenvolvidas de uma forma remota que fique interessante.

Pandemia muda cenário
Em 2020, as tecnologias educacionais ganharam absoluto protagonismo com a pandemia. Impedidos pelo coronavírus de irem para a escola, 46 milhões de alunos brasileiros (da educação básica ao ensino superior) tiveram que migrar para atividades remotas.

— Os professores formados à distância saem da universidade com vivência em ambientes virtuais de aprendizagem. Se tivéssemos alguma dúvida do do quanto isso é importante, ela seria encerrada em março deste ano — diz Ronaldo Mota, diretor da Digital Pages e do Instituto de Profissionalização Digital (IPD). — Não tem o menor nexo formar educadores que não tenham uma forte bagagem nessas ferramentas de aprendizagem.

Essa experiência foi mais do que necessária durante a pandemia. para William Santos, de 24 anos, que se formou em Matemática, à distância, pelo Cederj. Ele mora na zona rural do Espírito Santo e precisava ajudar a família na lavoura.

— Eu e meu irmão fizemos faculdade assim. Ele agora está no doutorado e eu dou aulas na rede estadual do Espírito Santo — diz William, que vive em Mimoso do Sul. — A formação à distância me ajudou principalmente a compreender as dificuldades que meus alunos estão passando agora.

William conta que o curso EaD desenvolve uma autonomia que faz o aluno depender menos do professor e buscar novos materiais de estudo.

— Os meus alunos são adolescentes. Eles estão precisando aprender a estudar sozinhos em casa, mas não têm hábito de manter uma rotina de estudos, de buscar novos materiais — explica o professor. — Quando preparo uma atividade, já consigo pensar nas possíveis dificuldades que eles vão ter e preparo o material com isso na cabeça.

Para Ronaldo Mota, que também ocupou a chefia da secretaria nacional de Educação à Distância, a universidade brasileira (pública, privada, à distância e presencial) já percebeu que precisa melhorar a formação de professores. E, na avaliação dele, um dos passos fundamentais para isso tem sido um progressivo fim do preconceito contra tecnologias da educação.

— O professor tem que saber lidar de forma positiva, não inibida, com ambientes virtuais de aprendizagem. O educador tem que saber mais que do os procedimentos básicos.

Segundo Mota, o educador deve saber como usar ferramentas que o ajudem a fornecer um aprendizado que seja único para cada estudante.

— A inteligência artificial é capaz disso. Cada pessoa tem um DNA educacional. Uns aprendem melhor com vídeos, outros com áudio, outros com gabaritos comentados. As plataformas de aprendizagem permitem que o educador dê conta de uma massa enorme de alunos com uma eficácia impossível anos atrás — diz Mota. — É deixar para trás nosso passado de educar bem quando tínhamos poucos alunos e educar mal após a universalização de ensino.

Novas regras
No fim de 2019, contra a pressão das universidades privadas, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou na Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica que a formação de professores à distância deveria ter pelo menos 2.400 horas remotas e outras 800 presenciais.

A base tem um conjunto de habilidades que a universidade tem que desenvolver no aluno que se tornará professor e define que o Inep tem até o fim de 2021 para iniciar um processo de avaliação de formação docente — explica Mozart Ramos, membro do CNE.

No Chile, país da América Latina de melhor desempenho no Pisa, a formação inicial docente é exclusivamente presencial, assim como no México. Austrália, Canadá e EUA, que têm dimensões territoriais semelhantes ao Brasil, permitem a formação docente à distância. Em nenhum deles, porém, há a predominância da EaD. Segundo o Todos Pela Educação, a Austrália é quem tem o maior percentual de matrículas à distância nos cursos de formação de professores e é de apenas 25% das matrículas.

Cláudia Costin, ex-diretora de educação do Banco Mundial, ressalta:

— As 800 horas presenciais são um avanço. Se forem bem trabalhadas, é um desafio enorme e até dá para formar bem. O problema é que boa parte dos cursos não são de qualidade.

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