Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
Lula: Estado foi incompetente na educação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bianca Estrella - Assessora de Comunicação da ABMES   
Seg, 16 de Novembro de 2009 13:57

 

Fonte: O GLOBO
Data: 14/11/2009
Seção: O PAÍS
Pág: 10

YouTube Clique aqui para assistir o vídeo do pronunciamento do Presidente Lula



Presidente defende contratação de mais professores, elogia ensino privado e cita expressão em latim para ironizar Caetano

Ao defender ontem em São Paulo mais investimentos em educação e tecnologia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a incompetência do Estado para destinar recursos a esses setores e disse que, se não fossem os investimentos privados, apenas a elite paulistana estaria cursando uma universidade. Ele defendeu a contratação de mais professores, ainda que isso signifique inchaço na máquina estatal, na abertura do 9 Congresso Nacional de Iniciação Científica:


Foto de Ricardo Stuckert

— A verdade é que o Estado não cumpriu as suas obrigações. Graças a Deus houve empresários neste país que tiveram coragem de fazer investimento. Se não fosse o ensino privado, a incompetência do Estado brasileiro de investir na educação nos levaria a ter apenas uma pequena elite paulistana estudando em universidade.

Lula disse que durante muito tempo prevaleceu a ideia de que o Estado tem que ser fraco, com autonomia apenas para a gestão. Mas ele defendeu um Estado forte:

— Se o Estado não for forte, não existe Estado. O Estado não existe só para ser o gestor. Precisa ser o indutor, o regulador.
Ele rebateu as críticas de que a máquina estatal tenha aumentado durante o seu governo. Segundo o presidente, o país tem apenas dez mil funcionários a mais que em 1997, e não pode dar um salto de desenvolvimento se não investir em pessoal.

— Eu vejo muito, sobretudo em alguns jornais aqui de São Paulo, pessoas falando que o governo está inchando a máquina. Veja que engraçado: hoje nós temos o mesmo número de funcionários públicos que tínhamos em 1997. Aliás, temos 10 mil a mais. Ora, como é que este país vai dar um salto na educação, sem contratar professores? Como é que a gente vai melhorar a polícia, sem contratar mais policiais? — perguntou.

Para Lula, o país subiu um degrau na possibilidade de se transformar num país “ grande” também do ponto de vista econômico, educacional e da Justiça Social e, por isso, os recursos precisam ser direcionados para educação, pesquisa e formação de cientistas. Ele lembrou do PAC da Ciência e Tecnologia, que incumbiu o ministro Sérgio Rezende de preparar, e afirmou que os investimentos devem chegar a R$ 41 bilhões até 2010.

— O dinheiro da ciência, da pesquisa e tecnologia está garantido.

Lula ironizou o cantor Caetano Veloso ao falar sobre educação. Ele usou uma expressão em latim para tentar mostrar a Caetano, que recentemente o chamou de analfabeto em entrevista, que consegue falar difícil.

— A educação é condição “sine qua non” para isso (dar um salto de qualidade). Eu estou falando “sine qua non” porque o Caetano Veloso vai ouvir que eu falei “sine qua non”. Ele vai dizer: “Porra, como o Lula está...”

Lula não quis falar de política, mas disse que vai rezar por seu sucessor:
— Eu, quando deixar a Presidência, vou ser o primeiro presidente a torcer e rezar todo santo dia para quem me suceder fazer muito mais coisas do que eu, o dobro, o triplo.

 

Despesa de 5% do PIB

Para justificar o inchaço da máquina, o governo argumenta que, em 2009, as despesas com pessoal e encargos sociais chegarão a 5% do PIB, mesmo percentual de 1995, gestão de Fernando Henrique Cardoso. Lula disse ontem que hoje há só 10 mil funcionários a mais que em 1997. O Executivo tem 1,97 milhão de servidores civis e militares (ativos e nativos). Em 1995, havia 1,94 milhão. Em 1997, 1,75 milhão.


A proposta de Orçamento para 2010 fixa despesas com pessoal e encargos sociais da União em R$ 183,05 bilhões, contra R$ 168,9 bilhões em 2009. Segundo o Planejamento, de janeiro de 2003 a julho de 2009, entraram 57 mil servidores no Executivo, descontadas aposentadorias ou fechamento de vagas. Mas foram autorizadas 160.701 vagas efetivas (por concurso).

 

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Representantes do Ensino Superior Particular pedem o adiamento do Enade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bianca Estrella - Assessora de Comunicação da ABMES   
Qui, 22 de Outubro de 2009 14:55


O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular protocolou nesta quinta-feira (22), no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), um pedido de re-elaboração do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e de alteração da data da prova.

As solicitações foram feitas depois que denúncias de que cinco caixas com provas do Enade teriam sido transportadas sem o lacre de segurança e encontradas durante uma blitz policial no Rio de Janeiro foram publicadas pela mídia.

O Fórum solicitou ainda uma revisão, com urgência, da estrutura montada para a elaboração e distribuição das provas. A intenção dos representantes do ensino superior particular é evitar que se repitam situações como as que causaram o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 
 
Mais de 76% das IES brasileiras não poderão solicitar financiamento do BNDES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bianca Estrella - Assessora de Comunicação da ABMES   
Qui, 08 de Outubro de 2009 09:00


Aproximadamente 76,38 % das instituições de ensino superior particulares do Brasil não poderão ter acesso ao Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior – Programa IES. Este foi o resultado do levantamento feito pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos do Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).

O financiamento disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) restringe a participação de instituições que não tenham 70% dos cursos com conceitos iguais ou superiores a 3 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) ou no Conceito Preliminar de Curso (CPC). Essa regra faz com que 76,38% das instituições de ensino superior particulares estejam desqualificadas para a obtenção de recursos do BNDES.  

Os parâmetros avaliativos, que já eram criticados pelos mantenedores do ensino superior particular passarão agora, também, a atravancar a concessão de crédito para as instituições. Para o consultor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), José Roberto Covac, justamente as instituições que mais precisam do crédito serão barradas. “As IES que estão abaixo dos conceitos avaliativos do MEC precisam de dinheiro para poder se reestruturar. Com essa lista de imposições feitas nada será mudado”, analisa. 

Ainda de acordo com o levantamento, 36,45% das instituições tem nota de Índice Geral de Cursos (IGC) inferior a três, o que também as desqualifica para captação de recursos com o BNDES. Caso sejam incluídos aos dados de instituições que não possuem o conceito esse valor chega a 49% de instituições brasileiras.

Para o Diretor Técnico da ABMES, Antonio Carbonari Netto, o BNDES já liberou milhares de linhas de financiamento e nunca fez imposições que desqualificasse, de imediato, o público interessado. “Muitas empresas privadas utilizaram recursos do Banco para comprar gado e para desenvolver seus serviços, mas, elas nunca tiveram que apresentar notas dois, três ou quatro”.

Os dirigentes do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular protocolaram, por diversas vezes, no Ministério da Educação solicitações para revisão dos processos avaliativos do ensino superior. Para os dirigentes é necessário fazer um estudo analítico do processo de avaliação da educação visando torná-lo consistente e capaz de medir a real qualidade do ensino em função dos aspectos regionais e diversidades de instituições e de cursos no Brasil.

Os mantenedores do ensino superior particular alertam ainda que existem outras linhas de crédito bem mais atrativas ao setor, que estão disponíveis em bancos privados.


2009-10-08-BNDES-COVAC.jpg
José Roberto Covac - foto de arquivo da ABMES
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